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Como criar um plano de educação corporativa eficiente?

09 de Novembro de 2018

A educação é um dos pilares de qualquer sociedade, servindo de parâmetro de análise para constatar o desenvolvimento humano de um país, estado, cidade ou região. Isso se dá porque ela é a chave para o incremento de uma nação mais forte, consciente e focada no progresso.

Essa mesma lógica do poder transformador da educação na sociedade também se aplica às empresas. Quanto maior a bagagem intelectual dos colaboradores, maiores são as chances da instituição obter bons resultados e se tornar uma referência em seu nicho de mercado.

A educação corporativa tem sido utilizada por inúmeras organizações que se preocupam com seu desempenho e também com o desenvolvimento de pessoas, ou seja, dos protagonistas que fazem os resultados acontecerem.

O grande desafio para líderes empresariais e para o setor de recursos humanos é a criação de um plano de educação corporativa que seja abrangente e eficaz. Também é importante esse plano ser capaz de englobar colaboradores de diferentes perfis e obter sucesso na sua função primordial: transmitir conhecimentos técnicos que irão enriquecer os processos de trabalho.

Veja agora as principais informações sobre o passo a passo necessário para criar um plano de educação corporativa em sua empresa. Boa leitura!

Como criar um plano de educação corporativa na minha empresa?

Identificar desafios, dores e necessidades

O primeiro passo para elaborar um bom projeto de educação corporativa é analisar a situação da empresa e quais são os grandes obstáculos que estão freando o alcance dos melhores resultados.

Sem compreender quais são as principais dores do negócio e quais são as expectativas envolvidas no treinamento, qualquer equipe que se propor a desenvolver um plano de educação pode falhar e não atender as demandas da empresa. 

Sobre este tema, o Mestre em Administração de Empresas e professor da Saint Paul Victor Bacchi destaca:

“Quando pensamos em um planejamento para implantar um projeto de educação corporativa, um dos grandes erros é que os responsáveis pelo desenvolvimento do projeto não conhecem as dores do negócio. O primeiro passo para desenvolver um bom plano de educação é mapear as dores e desafios da empresa. A área de desenvolvimento deve começar o planejamento identificando os grandes desafios enfrentados. A partir desses desafios, é necessário elencar os resultados esperados”.

Evitar a “sucata de aprendizagem”

O termo parece bastante agressivo, porém, é utilizado para se referir a aprendizagens e mudanças de comportamento que não estão diretamente relacionados com a melhoria do negócio.

No momento da elaboração do plano de educação corporativa, os responsáveis pelo desenvolvimento devem analisar quais serão os temas abordados com bastante cuidado. O mais importante é analisar como os conteúdos vão impactar na realidade dos colaboradores e fazer com que elas tenham uma evolução na produtividade.

Esse processo de análise do conteúdo e de seu alinhamento com as necessidades deve ser feito para evitar a perda de dinheiro na empresa.

Investir em um processo educacional que não agrega o valor esperado é como “rasgar dinheiro”. E treinamentos não são baratos: eles envolvem contração de especialistas, desenvolvimento de projetos e o tempo das pessoas. Portanto, tome muito cuidado com a curadoria dos assuntos e das temáticas. O professor Victor Bacchi complementa:

“Evita-se a sucata de aprendizagem analisando fornecedores e identificando qual é o olhar do fornecedor sobre o seu o negócio e se o treinamento é voltado para o resultado. Alguns fornecedores entendem bem a pedagogia e estratégia de aprendizagem, mas sofrem para compreender a realidade da empresa e o que vai trazer mudanças para os resultados”.

Mapear talentos e perfis

Outro ponto fundamental para desenvolver um bom plano de educação corporativa passa por compreender quem são os “alunos” e quais são seus talentos, limitações, inspirações, objetivos e métodos.

É necessário fazer aquilo que os especialistas chamam de Guia de Mapeamento de Talentos. O mapa de talentos é um procedimento que auxilia a descobrir as forças, fraquezas e oportunidades de crescimento para os colaboradores. 

Esse processo é fundamental e se conecta com o primeiro item descrito aqui, afinal, em muitos casos, algumas das fraquezas de uma empresa podem ser resultado da necessidade de atualização dos colaboradores. 

E para atualizá-los de maneira produtiva e evitar que sejam feitos programas de educação pouco proveitosos, é fundamental conhecer as demandas de cada pessoa e seu perfil. 

Sobre as técnicas de mapeamento de talentos, o professor Victor Bacchi aponta como uma das ferramentas mais interessantes a matriz Nine Box:

“A matriz Nine Box é uma ferramenta que mapeia os principais talentos e como sua equipe está posicionada levando em consideração duas variáveis: desempenho atual e potencial. Inserindo este dois pontos em um plano cartesiano, desenvolvem-se nove quadrantes, nos quais se encaixam os membros das equipes. A matriz permite criar estratégias de aprendizagem diferenciadas.”

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Criar um plano educacional segmentado e que contemple os colaboradores de forma individual não é apenas um boa estratégia para a evolução do desempenho. Um sistema diferenciado de ensino é uma forma de retenção. O colaborador sente-se valorizado e ganha pontos em seu currículo e experiência com os programas desenvolvidos pela empresa.

Além da matriz Nine Box, existem diversos outros sistemas de planejamento de aprendizagem, cabe à empresa selecionar aquele que lhe parece mais alinhado com suas convicções e necessidades.

Esses são os três procedimentos iniciais que uma empresa precisa para acertar em cheio na escolha dos planos de educação corporativa e conseguir um desenvolvimento de pessoas eficiente.

Dar a devida importância ao momento de planejamento da educação dos colaboradores evita erros estratégicos e um retorno ruim do investimento.

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